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Mediação Eletrônica: Habilidades do mediador e os Early Adopters

 

O conflito é inerente à vontade alheia e surge quando cujos interesses, valores e pensamentos observam posições diferentes e contrárias.

Em meio ao atual cenário que estamos vivendo, os conflitos se tornaram explícitos, públicos e necessários a resolução. Os serviços oferecidos no âmbito digital para resolução de conflitos, a mediação eletrônica tem sido o método mais buscado com mais frequência pelos early adopters.

Quem são os early adopter?

Os early adopters são aquelas pessoas que adotam um produto ou serviço “digital” de forma imediata, antes que seja reconhecido sua eficácia. Pessoas não compram produtos, compram experiencias, assim os early adopter são aqueles que têm maior necessidade e consciência em relação a uma solução.

Com o avanço da Online Dispute Resolution (ODR), acontece uma quebra de paradigma na forma de resolução de conflitos. Nesse cenário virtual a primeira habilidade a ser adquirida pelo mediador é gerar confiança e empatia.

Na mediação eletrônica a comunicação não verbal e linguagem corporal é inexistente, sendo assim, a credibilidade deve ser difundida já na pré mediação, por meio de e-mails, mensagens ou chat.

Esses usuários inovam, buscando alternativas céleres e eficientes junto ao Poder Judiciário. Ao acessar as plataformas eletrônicas, disponíveis por meio da internet ou aplicativo, o usuário tem a comodidade de contratar no próprio ambiente virtual, o mediador de conflitos, que é um terceiro independente e imparcial que vai facilitar a comunicação entre as partes. Para atuar no meio eletrônico, o mediador precisa desenvolver novas habilidades.

Enfim, quais são as habilidades do mediador na mediação eletrônica?

Habilidade tecnológica: o mediador deve ter domínio sobre a plataforma a ser utilizada, bem como todas as ferramentas oferecidas pelo software.

Normas e regras da mediação eletrônica: As regras para manter a harmonia no transcorrer da mediação eletrônica, deve ser informada antecipadamente as partes, para que não haja desgaste emocional e influencie a confiança e empatia adquirida

Atendimento on-line: o mediador promoverá acolhimento das partes, detalhando e oferecendo instrução sobre como a mediação irá transcorrer de forma na forma eletrônica.

Desenvolver confiança e empatia: A mediação eletrônica pode gerar expectativa e ansiedade para as partes, sendo assim, o mediador deve ter um desempenho eficaz e assertivo para estabelecer uma relação de confiança e segurança.

Habilidade em Escuta Ativa e Comunicação: A escuta ativa é a habilidade que mais vai desafiar o mediador. Pois, as partes podem se sentir “não ouvidas”. Se isso ocorrer haverá uma quebra de confiança e empatia, que pode contribuir para a escalada do conflito.

Entendemos que a integração entre a inovação tecnologia, técnicas de mediação e habilidades do mediador se faz necessário em tempos conflitantes e adverso frente as limitações de presença física. O acordo entre as partes sobrepõe em meio ao qual ele é realizado.

 

Ana Paula Aguiar

Mediadora Judicial

Sócia na Mediati Diálogos e Soluções

 

Referências

EBNER, Noam. E-mediation. Online Dispute Resolution: Theory and Practice – A Treatise on Technology and Dispute Resolution.  Eleven International Pub., p. 369-398, 2012. Disponível em: //www.ombuds.org/odrbook/ebner1.pdf.

 

 

 

 

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